Cidadão do Povo
Mauricio Dias

Após 24 anos de matrimônio, o casal Barack e Michelle não estão mais juntos. De acordo com informações do site americano RadarOnline, os dois já estariam emcrise desde 2014, mas na época o ex-presidente dos EUA negou qualquer ruptura. Com o fim da união, a ex-primeira dama teria direito a receber cerca de R$ 80 milhões e permanecer com a guarda das filhas, Maila e Sasha. Ainda segundo a nota, ambos estavam esperando o mandato presidencial encerrar para anunciar o divórcio. Foto: Reprodução

Enquanto o assunto mais comentado no país na área de saúde ultimamente é a contratação de médicos pelo governo federal, diversas cidades penam em resolver, não só a falta do profissional, mas o problema da falta do local para este laborar e, ou, quando existe, condições físicas e equipamentos necessários para tal.

Jacobina vive uma situação atípica. Depois da insensatez do Executivo local, que através de atos irrefletidos recusou receber benefícios e implantar serviços que mudariam substancialmente as condições da saúde pública da cidade, como a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o Laboratório Central e a Central de Regulação, o município sede da região dá-se o luxo de dispensar os serviços de um hospital da cidade, como se o único nosocômio municipal seja o suficiente.

Já se passaram mais de sete meses e o embate político entre dois grupos se torna cada vez mais como o principal motivo para a barbaridade contra o jacobinense, a falta de atendimento médico especializado e de qualidade. Os cidadãos e cidadãs que há mais de três décadas vêm sendo castigados, pasme, por médicos, radiologista e assistente social (todos os gestores da final da década de 70, até os dias atuais são da área de saúde), ao contrário dos que vivem os subestimando, já deu demonstrações dos seus descontentamentos.

A falta de médicos e a superlotação no atendimento no Hospital Municipal Antonio Teixeira Sobrinho são uma das principais e claras demonstrações da precariedade na área de saúde, mas mesmo com estes problemas, inclusive com várias vidas ceifadas, a frieza e a desumanidade insistem em imperar.

As estatísticas assustam. Nos últimos meses diversas mortes aconteceram em Jacobina por conta da falta de uma atenção digna na área de saúde. Que os digam os familiares do ex-secretário de saúde, José Luiz (Zé Banana). Até quando irá se gastar absurdas cifras com consultorias e festas desnecessárias, enquanto a população, literalmente, tem morrido à míngua? Conceitos precisam ser revistos, não só por parte dos administradores, mas, principalmente dos que possuem o poder de colocar e, também, de tirar, um governante.

A situação da saúde pública em Jacobina é assunto de extrema importância para ser debatido, avaliado e, urgentemente, ser resolvido. Chega de imprudência e disse me disse, para não confundi a timidez do vulcão com sua erupção.

Para os insolventes e os que acreditam na perpetuação da enganação, é bom não esquecer o adágio popular:

“Quem geme, é quem sente a dor” Que os deslocamentos para a capital do Estado sejam para o turismo, o lazer, o de viver a vida.

Gervásio Lima é jacobinense, jornalista e historiador.

Mateus Carvalho


A coluna de hoje começa com uma fala do Papa Francisco, que me chamou atenção, durante a sua visita ao Brasil, ocasião da Jornada Mundial da Juventude, onde em uma das favelas do Rio de Janeiro ele dizia: “Aqui, como em todo o Brasil, há muitos jovens. Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício.”
Naquele momento senti a responsabilidade que o papa tem perante os nossos problemas sociais, pois ele já carrega nos ombros o peso de uma igreja inserida em diversos erros históricos, mas que agora mostra o ser humano extremamente humilde, de sorriso largo e cheio de disposição que ocupa o cargo de transformador do mundo, principalmente no mundo político.
A sua mensagem foi clara enquanto afirmava que precisamos lutar por uma vida mais digna a todos. Durante a sua entrevista ao fantástico no domingo outra fala me despertou atenção: “Um jovem que não protesta, não me agrada”.
Interessante perceber que não foi apenas o gigante que acordou, agora podemos dizer que o papa também despertou, a igreja colocou lenha na fogueira e a jornada mostrou ao mundo que o país da copa faz parte de um ciclo vicioso de corrupção.
É inaceitável vermos os bilhões que já foram gastos com a transposição do rio São Francisco, o que beneficiaria milhões de nordestinos, que vivem na região mais seca no país, acabarem “escoando pelo ralo”, que as obras para a transposição do rio estão abandonadas, e o pouco que já foi feito terá de ser refeito. Triste realidade!
Em Jacobina antes mesmo da chegada do papa, já podíamos perceber o papel da igreja nas manifestações na presença do Padre Alan fazendo um belo discurso aos jovens no Trio Bradock, ao final de um dos protestos de rua, mostrando a preocupação social da igreja com tudo que acontece no país. Importante a presença de pessoas de bem envolvidas no processo de mudança, são formadoras de opinião, transformam pensamentos e ajudam na construção de pontes sustentáveis entre juventude e gestão.
Deixo o meu registro de parabéns ao Pe. Alan. Fica registrado também o meu desejo que o Papa Francisco consiga realizar tudo que se espera dele, que possa conduzir não só a igreja, mas as pessoas rumo à vitória diante dos inúmeros obstáculos que existem no caminho.
A educação é a mais poderosa ferramenta na luta pelas transformações que a sociedade necessita, e muitas vezes, as crenças religiosas desempenham esta função, já que podem transformar pessoas através de bons exemplos.

Abreu
Cafe beira rio