Cidadão do Povo
Mauricio Dias

Mateus Carvalho


A coluna de hoje começa com uma fala do Papa Francisco, que me chamou atenção, durante a sua visita ao Brasil, ocasião da Jornada Mundial da Juventude, onde em uma das favelas do Rio de Janeiro ele dizia: “Aqui, como em todo o Brasil, há muitos jovens. Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício.”
Naquele momento senti a responsabilidade que o papa tem perante os nossos problemas sociais, pois ele já carrega nos ombros o peso de uma igreja inserida em diversos erros históricos, mas que agora mostra o ser humano extremamente humilde, de sorriso largo e cheio de disposição que ocupa o cargo de transformador do mundo, principalmente no mundo político.
A sua mensagem foi clara enquanto afirmava que precisamos lutar por uma vida mais digna a todos. Durante a sua entrevista ao fantástico no domingo outra fala me despertou atenção: “Um jovem que não protesta, não me agrada”.
Interessante perceber que não foi apenas o gigante que acordou, agora podemos dizer que o papa também despertou, a igreja colocou lenha na fogueira e a jornada mostrou ao mundo que o país da copa faz parte de um ciclo vicioso de corrupção.
É inaceitável vermos os bilhões que já foram gastos com a transposição do rio São Francisco, o que beneficiaria milhões de nordestinos, que vivem na região mais seca no país, acabarem “escoando pelo ralo”, que as obras para a transposição do rio estão abandonadas, e o pouco que já foi feito terá de ser refeito. Triste realidade!
Em Jacobina antes mesmo da chegada do papa, já podíamos perceber o papel da igreja nas manifestações na presença do Padre Alan fazendo um belo discurso aos jovens no Trio Bradock, ao final de um dos protestos de rua, mostrando a preocupação social da igreja com tudo que acontece no país. Importante a presença de pessoas de bem envolvidas no processo de mudança, são formadoras de opinião, transformam pensamentos e ajudam na construção de pontes sustentáveis entre juventude e gestão.
Deixo o meu registro de parabéns ao Pe. Alan. Fica registrado também o meu desejo que o Papa Francisco consiga realizar tudo que se espera dele, que possa conduzir não só a igreja, mas as pessoas rumo à vitória diante dos inúmeros obstáculos que existem no caminho.
A educação é a mais poderosa ferramenta na luta pelas transformações que a sociedade necessita, e muitas vezes, as crenças religiosas desempenham esta função, já que podem transformar pessoas através de bons exemplos.

Abreu
Cafe beira rio