Cidadão do Povo
Mauricio Dias

A Polícia Federal (PF) identificou a atuação de pastores evangélicos para beneficiar uma organização criminosa investigada por golpes milionários que atingiram pelo menos 25.000 pessoas em todo o país. A ação, parte da Operação Ouro de Ofir, deflagrada na terça-feira, investiga um grupo de uma  instituição financeira clandestina, que prometia lucros exorbitantes às vítimas em negócios fictícios por “ouro do império” e antigas “letras do Tesouro Nacional”.

“A característica principal da fraude está em atingir a fé das pessoas e na sua crença  em um enriquecimento rápido e legítimo, levando-as a crer, inclusive, que tal mecanismo seria um ‘presente de deus aos fiéis’, ou seja, trazendo a fé religiosa para o centro da fraude (…) Muitas pessoas não estão interessadas em entender, pensar ou se informar – só estão interessadas em acreditar.” Afirma o delegado Guilherme Farias, em relatório.

Segundo a polícia, diversas narrativas foram criadas pela organização para enganar as vítimas. As investigações revelaram que os criminosos faziam uso considerável de redes sociais, como Facebook e, principalmente, o Whatsapp para transmitir informações sobre as “operações” e “oportunidades” de negócio. Os chamados “corretores” utilizavam o espaço nos grupos para postar novos informes e áudios junto com os supostos “investidores” para legitimar o golpe.

Ainda segundo os investigadores, integrantes da organização criminosa usavam grupos no WhatsApp para ludibriar as vítimas e usavam frases como “vocês tem que acreditar”, “vocês foram os escolhidos“ e “aguardem que a benção virá” para estimular a participação das pessoas. *Informações/Agências - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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