Cidadão do Povo
Mauricio Dias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje (17), por meio de decisão liminar, que a votação sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja realizada de forma aberta e nominal pelo plenário do Senado.

Moraes acolheu os argumentos do senador Randolphe Rodrigues (Rede-AP), que ingressou ontem (16) com um mandado de segurança no Supremo para garantir a votação aberta, após o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), ter sinalizado a discussão com líderes partidários de uma possível votação secreta.

Rodrigues argumentou que o artigo 53 da Constituição foi modificado por uma emenda em 2001, após a qual ficou expressamente decidido que a votação sobre afastamento de parlamentar deveria se dar de forma aberta.

“Diferentemente do eleitor, que necessita do sigilo de seu voto como garantia de liberdade na escolha de seus representantes, sem possibilidade de pressões anteriores ou posteriores ao pleito eleitoral, os deputados e senadores são mandatários do povo e devem observar total transparência em sua atuação”, escreveu Moraes na decisão desta terça-feira. Foto: Reprodução/Amaerj

O prefeito de Jacobina, Luciano Antônio Pinheiro comemorou na manhã desta segunda-feira (16) o sucesso da Micareta da cidade, fazendo um balanço extremamente positivo da festa, levando em consideração todos os fatores complexos para um evento desse porte, sobretudo o desafio de remontar o espaço deixado na agenda da cidade nos últimos três anos, tempo em que a festa momesca estava inativa. "Não foi a Micareta que gostaríamos de realizar, mas foi a Micareta que, com muita disposição e determinação, foi possível fazer", disse.

O gestor enfatizou as parcerias para a construção da Micareta. "É lógico que um evento desse porte não seria possível sem as parcerias, a exemplo dos servidores municipais, dos organismos de segurança pública do Estado, do comércio local, dos artistas da nossa região, da imprensa, dos prestadores de serviços e acima de tudo da população, que compreendeu os espírito da festa e veio para as ruas se divertir com a paz peculiar à nossa gente. Recebemos bem os visitantes, que saíram daqui satisfeitos com o calor humano do jacobinense. Vamos, agora, corrigir possíveis falhas e deficiências para que a próxima Micareta seja ainda melhor, pois sabemos que estamos suscetíveis a falhas e equívocos, mas com muita humildade vamos acolher as críticas e sugestões do povo. Estão todos de parabéns!!", concluiu. Foto: Divulgação/PMJ

O deputado estadual Odacy Amorim (PT), parece que cansou de apelar para governos e demais instituições como o Ministério Público, entre outros órgãos governamentais, para sua campanha de retirada de jumentos nas estradas do Sertão do estado, ação que ele mantém há quatro anos, agora criou nova medida paliativa: sinalizadores que serão colocados nos jumentos para alertarem motoristas que transitam pelas rodovias do Sertão pernambucano.

O deputado disse que resolveu criar o dispositivo, após várias tentativas de busca de apoio para custear o Parque Ecológico de Proteção aos Jumentos. A estrutura localizada em Lagoa Grande, no sertão do São Francisco, abriga os jumentos que são retirados das pistas, evitando mortes de pessoas e animais no trânsito rodoviário sertanejo. Entretanto, o deputado mantém o parque sozinho, sem ajuda institucional ou governamental e a capacidade do lugar já não suporta mais animais, restando agora o paliativo os sinalizadores.

“Esse nosso trabalho é bonito e importante, mas que infelizmente não encontrou apoio por parte dos governos municipais, nem tampouco do governo estadual e federal. Diante das dificuldades e da impossibilidade de retirada de todos os bichos das estradas, criamos um mecanismo que permite a identificação dos animais nas BRs ainda numa distância segura, havendo tempo para que o condutor evite a colisão e possa preservar a vida humana e também a animal. Trata-se de uma medida paliativa, mas que vem para ajudar a diminuir ainda mais, a curto prazo, as ocorrências”, justificou Odacy.

Dados da Polícia Rodoviária Federal no estado, apontam que com a retirada de parte dos jumentos para serem abrigados no Parque Ecológico fundado pelo parlamentar, houve uma redução de quase 90% de acidentes nos últimos três anos que seriam provocados pelos jumentos nas rodovias federais que cortam o Sertão do estado. Fonte: Beira Rio Notícias

O Senado aprovou, na terça-feira (10), Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, projeto que altera a Lei Maria da Penha, a fim de permitir ao delegado de polícia conceder medidas protetivas de urgência às mulheres que sofreram violência e a seus dependentes, uma prerrogativa que hoje é exclusiva dos juízes. A medida foi votada simbolicamente na Casa e anunciada como positiva, mas integrantes do Ministério Público, Defensores Públicos Gerais e organizações feministas criticam as mudanças. Elas pedem que o presidente Michel Temer vete a proposta.

O projeto determina que a concessão de medidas pelo delegado só será admitida em caso de risco real ou iminente à vida ou à integridade física e psicológica da mulher e de seus dependentes. A autoridade policial deverá comunicar a decisão ao juiz e também consultar o Ministério Público em até 24 horas, de acordo com a proposta, para definir pela manutenção da decisão. Entre as medidas que podem ser aplicadas em caso de violência, estão a proibição de o agressor manter contato ou se aproximar da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, vetando-o de frequentar determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da agredida, e o encaminhamento da mulher à rede de apoio às vítimas de violência.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, pelo menos 154 ações são movidas na Justiça por 194 médicos de Cuba que vieram ao Brasil pelo programa Mais Médicos e que agora pedem para permanecer no país e receber o valor integral do salário que, pelo acordo estabelecido no programa, era transferido ao governo de seu país natal e repassado apenas parcialmente aos profissionais. As ações na Justiça são contra a Organização Panamericana de Saúde (Opas), intermediária do convênio, a União Federal e/ou o governo de Cuba.

O advogado André Santana Correa, que com dois sócios representa parte dos médicos em ações na Justiça Federal do Distrito Federal, diz que os cubanos alegam falta de igualdade de condições em relação aos brasileiros e estrangeiros, como os argentinos, ao não conseguir renovar por mais três anos a participação no programa. O portal G1 teve acesso a dois processos em que o juiz decide a favor dos médicos, exigindo o restabelecimento no Mais Médicos e a continuidade do visto no Brasil.

O Ministério da Saúde informa que parte dos médicos cubanos consegue renovação, mas que isso fica a critério do governo de Cuba. Afirma ainda que os "profissionais [de Cuba] mantêm o vínculo de trabalho com seu país de origem. Assim, os médicos cubanos, pela cooperação, estão em missão no país -- diferente dos demais participantes que entraram no programa por meio de uma seleção via edital, e cujo vínculo é direto com o Ministério da Saúde do Brasil". No acordo que trouxe os cubanos ao Brasil, ficou estabelecido que o governo brasileiro deve pagar os salários deles à Opas, que então os repassa ao governo de Cuba, que é responsável pelo contrato com os médicos.

Essa forma de pagamento é alvo de outro pedido nos processos movidos pelos cubanos. Eles querem o recebimento do valor integral pago pelo governo brasileiro. Desde o início do programa, o Ministério da Saúde transfere à Opas o valor de R$ 10.570, reajustado neste ano para R$ 11.520. Os profissionais cubanos então recebem cerca de R$ 3 mil -- o resto fica com o governo de Cuba. O critério de isonomia (igualdade de condições), de acordo com as ações, não é respeitado neste caso, já que os médicos estrangeiros de outras nacionalidades, sem estarem no acordo de cooperação, recebem o valor integral. O Ministério da Saúde afirma que isso é uma interlocução dos cubanos com o governo de seu país. Fonte: G1 - Foto: Divulgação

Com a possibilidade de uma condenação impedir sua candidatura em 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez, nesta segunda-feira (9), um discurso inflamado contra a Lava Jato, no qual disse saber que está "lascado", exigiu um pedido de desculpas do juiz Sergio Moro e afirmou que, mesmo fora da disputa pelo Planalto, será um cabo eleitoral expressivo para a sucessão de Michel Temer.

Segundo o petista, réu em sete ações penais, o objetivo de Moro é impedir sua candidatura no ano que vem, desidratando-o, inclusive, no apoio a um nome alternativo, como o do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), caso ele não possa concorrer à Presidência.

"Eu sei que tô lascado, todo dia tem um processo. Eu não quero nem que Moro me absolva, eu só quero que ele peça desculpas", disse Lula durante um seminário sobre educação em Brasília. "Eles [investigadores] chegam a dizer: 'Ah, se o Lula não for candidato, ele não vai ter força como cabo eleitoral'. Testem", completou o petista.

Para o ex-presidente, Moro usou "mentiras contadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público" para julgá-lo e condená-lo a nove anos e seis meses de prisão pelo caso do tríplex em Guarujá (SP). O ex-presidente disse ainda não ter "medo" dos investigadores que, de acordo com ele, estão acostumados a "mexer com deputados e senadores" que temem as apurações.

"Eu quero que eles saibam o seguinte: se eles estão acostumados a lidar com deputado que tem medo deles, a mexer com senadores que têm medo deles, quero dizer que tenho respeito profundo por quem me respeita, pelas leis que nós ajudamos a criar, mas não tenho respeito por quem não me respeita e eles não me respeitaram", afirmou o petista. Fonte: Folhapress - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Michel Temer concedeu a Ordem Nacional do Mérito à professora Heley Abreu Batista, de 43 anos, que ajudou no resgate das crianças que sobreviveram ao ataque a uma creche de Janaúba (MG) nesta semana. A honraria será concedida em homenagem ao ato de heroísmo da professora, que não sobreviveu às queimaduras e morreu ao tentar salvar os alunos.

Em nota, a Presidência da República informou que a honraria é concedida a pessoas que deram exemplos de dedicação ao país. "Este é o caso da professora Heley Batista, que sacrificou sua própria vida para salvar a vida de seus alunos, em um gesto de coragem e de heroísmo que emocionou a todos", diz a nota.

Na manhã da última quinta-feira (5), um vigia que trabalhava na creche Gente Inocente e estava de licença médica entrou no local e ateou fogo em crianças, professoras e nele mesmo. Até o momento, foram registradas dez mortes, oito delas crianças. Também morreram a professora Heley e o vigia que ateou fogo no local. Ainda há 25 vítimas internadas em hospitais de Janaúba, Montes Claros e Belo Horizonte. EBC - Foto: Reprodução/Facebook

Depois de passarem 17 dias parados, os funcionários dos Correios da Bahia decidiram em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (6). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos da Bahia (Sincotelba), a categoria resolveu aceitar a proposta oferecida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Entre os itens sugeridos pela Corte trabalhista, estão o reajuste de 2,07% (INPC) nos salários e benefícios, retroativo ao mês de agosto deste ano e a reedição de todas as cláusulas sociais. Ainda de acordo com o sindicato, as atividades serão retomado nesta segunda (9). BN - Foto: Reprodução

A Operação Lava Jato e seus desdobramentos colocam em xeque legislações aprovadas no Congresso Nacional durante os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. São 29 medidas provisórias com suspeita de terem sido elaboradas ou alteradas na conversão para lei por pressão de empresas mediante o pagamento de aproximadamente R$ 625,1 milhões em propina. Além das MPs, há três projetos de lei e dois decretos presidenciais, um deles de Michel Temer, citados nas investigações.

Em valores corrigidos, a soma é resultado de um levantamento feito pelo Estado com base nos acordos de delação premiada homologados pelo Supremo Tribunal Federal, nas denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República e nos relatórios produzidos pela Polícia Federal. O montante pode representar apenas uma parte da corrupção, uma vez que nem todos os pagamentos supostamente realizados a deputados e senadores estão discriminados e relacionados à votação acertada. R7- Foto: Agência Brasil

A um ano das eleições, mais da metade dos votantes brasileiros ainda não fizeram o recadastramento biométrico. Segundo informações do portal G1, com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 80 milhões de pessoas ainda precisam fazer o recadastramento, o que corresponde a 56% do eleitorado. O TSE acredita que mais 10 milhões consigam registrar suas impressões digitais até 2018 – a expectativa é de que o processo seja finalizado somente em 2022.

A biometria será obrigatória em cerca de 2,8 mil cidades em todos os estados. O número final de municípios que exigirão impressões digitais será divulgado em maio do próximo ano. O 1º turno do pleito acontecerá no dia 7 de outubro. O processo de recadastramento tem sido mais lento em alguns estados, sendo que em três deles, menos de 25% do eleitorado já registrou suas digitais: Rio de Janeiro (com 11%), Minas Gerais (com 16%) e Mato Grosso do Sul (com 19%), totalizando aproximadamente 25 milhões de pessoas que ainda precisam passar pelo procedimento.

“Em algumas cidades é muito difícil que o cidadão vá até o cartório eleitoral. A descrença na política pode contribuir para as pessoas terem menos vontade de fazer esse trajeto”, avalia o cientista político Humberto Dantas, pesquisador da FGV e coordenador da pós-graduação em ciência política da FESPSP. Ele aponta que o uso da biometria dá mais segurança ao eleitor. “A biometria pode evitar que um mesário ou alguém na seção eleitoral use, no fim do dia, os números dos títulos de eleitores que ainda não tinham votado”. Foto: Divulgação/TSE

A Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (Ican) ganhou nesta sexta-feira (6) o Nobel da Paz de 2017. A organização concedeu o prêmio ao grupo "por seu trabalho em voltar as atenções para as consequências humanitárias catastróficas de qualquer uso de armas nucleares e por seus esforços pioneiros para alcançar um pacto com base na proibição de tais armamentos".

O Ican é uma coalizão de grupos não governamentais presente em mais de 100 países. Apesar de ter surgido na Austrália, foi oficialmente fundado em Viena, em 2007. "Vivemos em um mundo onde o risco do uso de armas nucleares é maior do que vinha sendo há muito tempo", disse Berit Reiss-Andersen, líder do comitê norueguês do Nobel. A porta-voz do grupo, Beatrice Fihn, disse estar "encantada" com o prêmio.

No ano passado, o ganhador foi o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em razão dos seus esforços para estabelecer um acordo de paz entre o governo e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A liderança do grupo, no entanto não foi premiada, o que provocou surpresa entre os observadores do processo em Oslo. Para o Nobel, existia um risco concreto de que a guerra pudesse voltar ao país sul-americano. R7 - Foto: Reprodução/Reuters

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (4), novamente em votação simbólica, o Projeto de Lei 8703/17, de origem no Senado Federal, que cria um fundo público para financiar as campanhas eleitorais no Brasil. A matéria tramitava em regime de urgência na Casa.

Como foi aprovada antes do dia 7 de outubro, a proposta vai à sanção e pode valer para as eleições do ano que vem se não sofrer nenhuma alteração na Câmara. Em caso de modificação do texto, ele volta para a análise do Senado Federal. A matéria, de autoria do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), determina a criação de um fundo estimado em R$ 1,7 bilhão para bancar as campanhas. O valor será originado de 30% de emendas parlamentares de bancada.

O valor validado pelo Congresso Nacional será adicionado ao fundo partidário de R$ 867,5 milhões, recebido anualmente pelas siglas do País. O projeto aprovado também proíbe qualquer tipo de propaganda política paga na cadeia de rádio e televisão e estabelece que os recursos de compensação financeira destinada às emissoras sejam utilizados no financiamento dos candidatos. O horário eleitoral gratuito, no entanto, segue sem modificação nos meios de comunicação do País.

Favorável à proposta, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), classificou a votação como um "momento crucial para a história". Ela afirma que a medida representa "um marco" sobre o modelo de financiamento das eleições. Os críticos ao projeto afirmaram durante a sessão que o uso das emendas para financiar campanhas vai retirar recursos das áreas de saúde e educação. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) classificou a proposta como "vergonhosa" e disse que ela foi articulada "em conluio no Senado Federal para atropelar todo o debate da Câmara dos Deputados" sobre as mudanças eleitorais. R7 - Foto: Reprodução

O promotor de Justiça Avelino Grota, do Ministério Público do Estado de São Paulo, usou o grupo MP/SP Livre para falar de pobres, negros, babás e feios. “Quanto ao pobre, coitado, nasce feio e morrerá feio porque não tem dinheiro nem para comer direito”, escreveu. Ele afirmou que suas mensagens são exclusivamente ‘ironias’ contra a decisão judicial que arquivou investigação sobre a exigência de clubes paulistanos para que as babás usem uniforme branco.

"E negro, como todos sabem, tem o péssimo costume de não dar muita atenção à higiene – tanto do corpo quanto da roupa.” Para Avelino, então, ‘o uso da roupa branca pelas babás é uma solução muito adequada’.

O promotor enumerou. “Em primeiro lugar, o branco é a cor da pureza, e, ao usar roupa branca, a babá, que é feia, se transforma, ficando um pouquinho menos feia – porque pureza não combina com feiura e, assim, passamos a dar mais atenção ao puro branco da roupa do que à feiura de quem a veste.”

“Em segundo lugar, roupa branca é a que suja com mais facilidade, e, desse modo, o patrão da babá verá mais nitidamente se a empregada está ou não limpa – e, se não estiver, ordenará imediata troca de roupa, precedida, é claro, de um banho, o que tornará a babá menos fedentina. Em terceiro lugar, roupa branca esquenta menos; portanto, a babá suará menos; por conseguinte, federá menos.”

Segundo a publicação, o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio – chefe do Ministério Público paulista – mandou abrir um procedimento para investigar a fala do promotor. *Informações do Estadão

Em mais um capítulo da queda de braço entre o Senado e o STF (Supremo Tribunal Federal), senadores analisam a partir das 9h desta terça-feira (3) a decisão judicial que afastou Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato parlamentar. Na votação, o plenário decidirá se a ordem deve ou não ser acatada pela Casa. A interpretação dos senadores valerá do ponto de vista institucional. Será a posição do Senado em relação ao afastamento de um dos membros por decisão da Justiça.

Porém, o advogado que defende Aécio, Alberto Toron, diz que caso a decisão do Supremo seja rejeitada pelos parlamentares, "a questão será saber se o senador pode voltar ao Senado ou não". "Do ponto de vista do Senado, como instituição, ele não está obrigado a acatar pura e simplesmente a decisão, que ele refuta ser inconstitucional. Do ponto de vista pessoal, ele [Aécio] irá acatar a decisão do Senado?", questiona.

Nesta segunda-feira (2), o ministro do STF Luiz Fux já deu a entender que a Corte não vai tolerar o descumprimento da ordem judicial. Desde que foi notificado sobre a decisão da Primeira Turma do STF, o senador se afastou das atividades parlamentares e permanece em casa no período noturno, segundo a defesa. Foto: Agência Brasil

Neste domingo (1º) foi realizada a Convenção Municipal do PSDB de Jacobina, que elegeu o empresário Fernando Vieira presidente do diretório tucano na “Cidade de Ouro”. Por aclamação, Fernando da Morel, como é mais conhecido, foi escolhido pelos filiados para comandar o PSDB local, que sempre teve papel de protagonista na política jacobinense, inclusive tendo administrado o município em duas oportunidades, com Carlito Daltro e Rui Macedo.

Hoje o PSDB conta com um representante no Legislativo Municipal, o vereador Juliano Cruz, que é o líder do partido na Câmara de Jacobina, e membro do Diretório local. Em entrevista à imprensa, Fernando da Morel afirmou estar muito feliz em ocupar o cargo e com o apoio recebido de vários companheiros e militantes do PSDB. “Faço um agradecimento especial a todos aqueles que desde o primeiro momento mantiveram a mesma posição e trabalharam pela unidade”, declarou.

“Junto com a direção estadual, trabalharemos para fortalecer o PSDB através do debate com as nossas bases, para termos um extrato do sentimento do povo jacobinense e baiano, do que a população espera do nosso partido, levando o partido para as comunidades”, destacou o presidente.

Na conversa com os jornalistas, Fernando da Morel também afirmou que pretende disputar uma vaga à Assembleia Legislativa da Bahia. Ele voltou a defender o nome do prefeito de Salvador, ACM Neto, como candidato ao governo do estado, e do deputado federal Jutahy Júnior, para o Senado.

A Convenção Municipal do PSDB de Jacobina foi prestigiada por dezenas de lideranças políticas, comunitárias e empresariais. O prefeito de Jacobina, Luciano da Locar, também esteve presente ao evento. Ascom/PSDB

Uma pesquisa feita pelo instituto Datafolha mostra que 54% dos brasileiros avaliam que os fatos revelados pela Lava Jato são suficientes para prender o ex-presidente Lula. O estudo divulgado nesta segunda-feira (2) pelo jornal Folha de S. Paulo também aponta, por outro lado, que 40% não veem motivos para a detenção do petista.

O ex-presidente foi condenado pelo juiz federal Sergio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão por ter recebido um apartamento em Guarujá (SP) como parte de propina da construtora OAS. O levantamento também mostrou que o apoio à prisão do ex-presidente cresce conforme aumenta o grau de instrução (69% entre os que têm nível superior e 37% entre os com nível fundamental) e a renda familiar mensal (chega a 76% no grupo mais rico e a 42% no mais pobre) do entrevistado. Foto: Reprodução/Agência Brasil

Servidores da Secretaria da Fazenda paralisam as atividades por dois dias nesta semana em protesto por melhores condições de trabalho. Nesta segunda-feira (2) ficarão sem funcionar os postos fiscais da Sefaz nas regiões sul, sudoeste, extremo sul e oeste da Bahia. Já na terça (3), estarão paralisadas as atividadesnos postos SAC e de atendimento nas inspetorias fazendárias de Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Brumado, Eunápolis, Guanambi, Ilhéus, Itabuna, Itamaraju, Itapetinga, Jequié, Luís Eduardo Magalhães, Porto Seguro, Santa Maria da Vitória, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.

O ato será das 8h às 20h. Nas próximas, o protesto deverá se repetir nas região norte e metropolitana do estado até o dia da paralisação geral em 26 de outubro, com ato e assembleia no prédio-sede da Sefaz, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). De acordo com a categoria, o clima na pasta é ruim, com desestímulo, sobrecarga de trabalho, falta de pessoal para desempenhar tarefas de fiscalização e internas, e a tecnologia é obsoleta. Há postos fiscais onde não funciona internet, carros das volantes estão parados por falta de manutenção e os alojamentos são de qualidade questionável. Além disso, os fazendários dizem que estão com salários congelados, perdas que ultrapassam 20% desde 2013.Foto: Divulgação

De acordo com informações da coluna Radar, da revista Veja, o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, teria confidenciado a um amigo que gostaria de deixar o comando das ações ligadas à Operação Lava Jato na primeira instância após o fim dos processos movidos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Vale lembrar que Moro determinou a primeira condenação do petista em julho de 2016, porém avalia outras três ações contra o político. Lula é réu em ações na Operação Zelotes e na Operação Janus. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Uma pesquisa do Instituto Datafolha foi divulgada neste sábado (30) pelo jornal "Folha de S.Paulo" com índices de intenção de voto para o primeiro turno da eleição presidencial de 2018. Veja os resultados dos oito cenários pesquisados:

Confira o resultado:

    Lula (PT): 36%
    Jair Bolsonaro (PSC): 16%
    Marina Silva (Rede): 14%
    João Doria (PSDB): 8%
    Alvaro Dias (Podemos): 4%
    Henrique Meirelles (PSD): 2%
    Chico Alencar (PSOL): 1%
    João Amoêdo (Novo): 1%
    Em branco/nulo/nenhum: 16%
    Não sabe: 2%

O Datafolha ouviu 2.772 pessoas em 194 cidades entre quarta (27) e quinta (28). A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiança de 95% - o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. Na pesquisa anterior, em junho, Lula registrou 30%, Bolsonaro, 16%, e Marina, 15%. Foto: Reprodução

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