Cidadão do Povo
Mauricio Dias

Pressionada para deixar o cargo, a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, pediu nesta quinta-feira (14) desfiliação do PSDB. A iniciativa é uma tentativa da ministra de permanecer à frente da pasta, uma vez que a direção nacional do partido defende o desembarque da sigla da Esplanada dos Ministérios.

A decisão, contudo, não mudou a situação de Luislinda, que deve ser trocada até o final do ano pelo presidente Michel Temer. Segundo auxiliares e assessores presidenciais, o envolvimento da ministra em polêmicas tornou inviável a sua permanência no cargo.

Em outubro, ela solicitou ao Palácio do Planalto o pagamento pelos cofres públicos de pelo menos R$ 300 mil. O valor retroativo seria a soma da quantia que foi abatida pelo teto constitucional do acumulado do vencimento integral recebido por ela com a aposentadoria de desembargadora pela Bahia.

Luislinda Valois alegava que o trabalho executado sem a correspondente contrapartida "se assemelha a trabalho escravo".  No início do ano, o jornal A Folha de São Paulo revelou que a ministra afirmava ter sido condecorada com o título de "embaixadora da paz da ONU em 2012".

As próprias Nações Unidas, contudo, dizem que o posto não existe. O prêmio, na verdade, foi dado por uma ONG fundada pelo líder religioso coreano Sun Myung Moon. O presidente quer indicar para o lugar da ministra alguém que tenha o respaldo da bancada feminina, na perspectiva de garantir votos para a reforma previdenciária.*Informações da Folha - Foto: Reprodução/AB

Abreu
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