Cidadão do Povo
Mauricio Dias

Prefeito de Jacobina: Rui Macedo (PMDB)

A administração do atual gestor de Jacobina, Rui Macedo (PMDB), chega a seis meses, exatamente um semestre, contabilizando uma série de problemas sem solução e outros criados a partir de medidas e atitudes controversas suas ou dos seus assistentes administrativos e políticos. Há bem da verdade, o balanço que se faz desse governo não é dos mais confortáveis, levando-se em conta os desajustes praticados em programas já existentes, contratações absurdas e inconsequentes e promessas não cumpridas, desaguando em graves insatisfações populares, sendo a principal delas a saúde pública, pilar da última campanha e usado como mote eleitoral do alcaide municipal.
Não dá, nem de longe, para se visualizar intimidade do prefeito Rui Macedo com o tema "administração", ao que parece um verbo de difícil conjugação pessoal, algo que sempre lhe acompanhou na carreira política, tornando na prática prejuízos incalculáveis para a municipalidade e para o cidadão. Para piorar a situação, sua equipe está dividida entre a teoria e a prática. Algumas secretarias não aparecem porque não há prioridades em projetos e, quando há, são preteridos,  tornando as ações de governo voltadas para contratos e licitações milionárias e  questionáveis. O eco desse empobrecimento administrativo se estende recorrentemente nos meios de comunicação da cidade, invariavelmente através de cobranças contundentes do contribuinte.
Enquanto a saúde pública patina com a quebra de braço entre Prefeitura e Hospital Regional Vicentina Goulart, o gestor comemora a soltura de mosquitos híbridos como um fato de extrema grandeza, contrastando um cenário nada animador para aqueles que sofrem diversas enfermidades e têm que enfrentar a estrada para serem atendidos na Santa Casa de Misericórdia do vizinho município de Miguel Calmon, localizado a 36Km de distância.
Se a misericórdia vinda de Miguel Calmon nos socorre paliativamente no campo da saúde pública, não podemos dizer o mesmo da limpeza urbana, pavimentação esburacada, ruas  às escuras, desorganização no trânsito, bagunça na feira livre e ascendente poluição sonora, entre outros aspectos. Pelo que se observou nas promessas feitas durante a campanha eleitoral, parece que "a montanha pariu um rato", e seus efeitos danosos estão no dia-dia da comunidade. Enquanto isso, ouve-se, diariamente, alguns interlocutores do Paço Municipal tentando com alguns arranjos e fracos argumentos negar o óbvio e insofismável desgaste político do chefe do executivo local. Quanto à Câmara de Vereadores, o silêncio das duas bancadas reflete o grau de compromisso do legislativo com esse estado de coisa. Lá fora, nas ruas e na imprensa livre, o barulho faz a diferença para o bem da democracia.

 

Cafe beira rio
Abreu