Cidadão do Povo
Mauricio Dias

A Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (26) a leitura da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), acusado pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot de organização criminosa e obstrução da Justiça. Após duas tentativas de ler o documento, canceladas por falta de quórum, a sessão ficou marcada para as 11h na agenda oficial da Casa.

A nova denúncia contra o presidente e dois de seus principais ministros — Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) — foi entregue à Câmara pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na última quinta-feira (21). A leitura da denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) é uma das exigências para a continuidade da tramitação da peça. Foto: Agência Brasil

Investigações conseguiram provar trocas de mensagens e telefonemas mostrando a ex-presidente Dilma Rousseff alertando o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura do risco de prisão. A afirmação, feita pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot, está presente na denúncia feita por ele em 6 de setembro. Além de Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Aloizio Mercadante são acusados de tentarem atrapalhar as investigações da Lava Jato.

De acordo com reportagem do jornal O Globo, as investigações, segundo Janot, “confirmaram diversos telefonemas trocados entre Mônica Moura e terminais cadastrados em nome da Presidência no período dos fatos. A adoção de tais medidas permitiu que João Santana e Mônica Regina Cunha Moura se precavessem contra diligências investigatórias como buscas e apreensões e prisões”. Segundo Mônica Moura, que fechou um acordo de delação premiada, ela e Dilma usavam conta de e-mail para conversar, mas em vez de enviar mensagens, salvavam os textos nos rascunhos para evitar deixar rastros.

O ex-procurador-geral acusou a petista: “A obstrução das apurações ocorreu mediante a criação e utilização, pela então Presidente da República, de correios eletrônicos (e-mails) especificamente voltados para o repasse de informações cifradas sobre o andamento de investigações sigilosas relacionadas ao casal de publicitários mencionado, que havia recebido recursos ilícitos para prestação de serviços à campanha presidencial de 2010, o que permitiu aos investigados se precaver de medidas cautelares como buscas e apreensões e prisões.”

A Operação Lava Jato e seus desdobramentos ampliam o cerco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dificultam ainda mais seu plano de disputar um terceiro mandato na eleição de 2018. Condenado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão no caso do tríplex do Guarujá, réu em seis ações penais e denunciado em outros dois casos, o petista agora é alvo de seis procedimentos de investigação criminal abertos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em Curitiba, São Paulo e Brasília.

As novas apurações podem resultar em processos na Justiça por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e obstrução a investigações. Com o ex-presidente cada vez mais investigado por policiais e procuradores e respondendo à Justiça, partidos de esquerda já traçam caminhos alternativos à disputa presidencial. Caso o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, confirme a sentença de Moro, o petista pode ficar inelegível.

O principal ponto de partida das novas acusações são os acordos de colaboração dos executivos da Odebrecht, homologados pelo Supremo Tribunal Federal em janeiro deste ano. As informações colhidas pela força-tarefa da Lava Jato levantaram novas suspeitas que agora são investigadas.

Em São Paulo, os procedimentos instaurados desde julho deste ano tratam de supostos pagamentos em benefício do filho caçula do ex-presidente, Luís Cláudio, por meio da contratação de uma empresa de eventos esportivos, ao repasse de uma mesada a seu irmão Frei Chico e de desvios na construção da Arena Corinthians o Itaquerão.

Os investigadores em Brasília apuram uma suspeita de obstrução da Justiça. Emílio Odebrecht, patrono da empreiteira, e o ex-diretor da empresa Cláudio Melo Filho relataram à Procuradoria-Geral da República que o ex-presidente e o ex-ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) atuaram por um acordo de leniência sem a intervenção do Ministério Público. A medida beneficiaria diretamente a construtora.

A cidade de Bom Jesus da Serra, no interior da Bahia, possui um mercado de trabalho inusitado em comparação com as grandes metrópoles brasileiras: 9 em cada 10 trabalhadores com carteira assinada são funcionários da prefeitura. Na cidade com aproximadamente 10,5 mil habitantes, quem não tem emprego na gestão municipal trabalha no comércio ou tem como principal fonte de renda o Bolsa Família ou o Bolsa Safra. O levantamento foi feito pelo Estadão, com base em dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan).

O estudo demonstra que 530 municípios brasileiros - cerca de 10% do total - têm mais de 80% do mercado de trabalho bancado pela prefeitura. Em Bom Jesus da Serra, a prefeitura emprega 862 pessoas, sendo 460 concursados. O prefeito, Edinaldo Meira Silva (PSD), conhecido como Gazzo relata que tem dificuldades em atrair empresas por conta dos constantes períodos de falta de água, o que dificulta a geração de empregos para a população. "Temos procurado empresas para se instalar na cidade, mas até agora não conseguimos nada", comentou em entrevista ao Estadão. BN - Foto: Reprodução/Site Bom Jesus Notícias

O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o "arquivamento imediato" das investigações relativas ao crime de organização criminosa.

Segundo a defesa de Wagner só existe contra ele uma citação na delação premiada do dono da UTC Ricardo Pessôa, na qual o empresário fala que fez apenas doações legais sem relação com ilícitos.

Quando a Procuradoria-Geral da República apresentou a denúncia do chamado quadrilhão do PT, solicitou que o inquérito de Wagner fosse enviado ao juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara em Curitiba.

Na petição da defesa, o ex-governador afirma que o inquérito não pode ser enviado a Curitiba porque ele agora possui foro privilegiado, por ter sido nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia em janeiro. A defesa pede que, caso seja negado o arquivamento, os autos sejam remetidos ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Bocão - Foto: Reprodução

O governador Rui Costa anunciou nesta sexta-feira (22) que já está movendo uma ação contra o Banco do Brasil por descumprimento de contrato. O governo do estado cobra o pagamento de um empréstimo no valor de R$ 600 milhões. "Já entrei com ação na Justiça, requerendo o cumprimento do contrato", comentou Rui após a posse de Jusmari Oliveira na Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur).

Rui Costa reiterou também a possibilidade de romper contratos com o Banco do Brasil por conta do não cumprimento do contrato. "Já determinei à Procuradoria para buscar o formato jurídico. Se houver base jurídica a gente rompe o contrato com o Banco do Brasil porque ele está descumprindo a lei, está descumprindo o contrato", reclamou.

De acordo com o governador, parte do valor do empréstimo seria destinada para investimentos em saúde e educação. O pagamento do empréstimo provocou polêmica inclusive em meio à votação da denúncia contra o presidente Michel Temer. De acordo com o senador Otto Alencar (PSD), o valor teria sido retido após interferência do DEM, com a participação do prefeito de Salvador, ACM Neto. BN - Foto: Reprodução

O governador Rui Costa realiza visita a Jacobina nesta quinta-feira (21), onde assina, a partir das 10h, na Praça da Feira, autorizações para realização de convênios e entrega de equipamentos e veículos para o projeto Pró-Semiárido. Durante sua estadia em Jacobina, Rui Costa autoriza a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) a celebrar 64 convênios no âmbito do Projeto Pró-Semiárido e assina decreto de regulamentação da Lei Estadual de Convivência com o Semiárido.



Rui Costa também autoriza a Secretaria de Desenvolvimento Rural a transferir R$ 221 milhões à Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), para implantar, ampliar e recuperar mil sistemas simplificados de abastecimento de água e implantar módulos sanitários residenciais através do Projeto Bahia Produtiva.



O governador entrega ainda cinco tratores agrícolas e 26 veículos para os trabalhos de campo e de assistência técnica e extensão rural do Projeto Pró-Semiárido, beneficiando os municípios de Jacobina, Juazeiro, Senhor do Bonfim, Vitória da Conquista e Ponto Novo. Fotos: Reproduções

 O general do Exército Antônio Hamilton Mourão - Foto: Reprodução/YouTube

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou nesta quarta-feira (20) um requerimento para ouvir esclarecimentos do general do Exército Antonio Hamilton Mourão. O jornal "A Folha de São Paulo" mostrou que o secretário de economia e finanças da Força disse em palestra promovida pela maçonaria em Brasília na última sexta-feira (15), que seus "companheiros do Alto Comando do Exército" entendem que uma "intervenção militar" poderá ser adotada se o Judiciário "não solucionar o problema político", em referência à corrupção de políticos.

Pelo requerimento aprovado nesta quarta (20), a oitiva do general da ativa do Exército não tem caráter obrigatório. Inicialmente, a ideia de senadores era de convocação, quando o comparecimento não é opcional. Contudo, após um acordo político ficou decidido que seria um convite. Durante a palestra na semana passada, Mourão disse que uma interferência não deveria ser feita agora, mas que poderá chegar um momento em que os militares terão de impor uma ação militar se o Judiciário não resolver a situação do país.

Após o episódio, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, pediu explicações ao comandante do Exército sobre a fala de um general da ativa. Incomodou o ministro o fato de o comandante da Força, general Eduardo Villas Bôas, não ter feito comentários sobre o caso. Legalmente, cabe a ele decidir o que fazer com Mourão. Este não é o primeiro caso em que Mourão se envolve em polêmicas por dar declarações políticas sem autorização de seus superiores.

Em 2015, ele chegou a perder o cargo de comandante da região Sul após ter feito duras críticas à classe política e exaltado a "luta patriótica". Além disso, um quartel sob sua jurisdição prestou uma homenagem ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que chefiou o DOI-Codi, centro de detenção e tortura do regime militar (1964-85). Ustra havia morrido naquele ano. Fonte: Folhapress

A Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto MDA, divulgada nesta terça-feira (19), indica que 3,4% dos brasileiros entrevistados consideram positivo o governo do presidente Michel Temer e 75,6% o avaliam como negativo. Para 18% dos entrevistados, o governo é regular e 3% não responderam ou não souberam opinar. Na pesquisa divulgada em fevereiro, 10,3% avaliaram o governo Temer como positivo e 44,1% como negativo. Os que consideraram o governo regular foram 38,9% dos entrevistados e 6,7% não souberam opinar.

O levantamento traz avaliações do governo federal e do desempenho pessoal do presidente Michel Temer, além de expectativas da população sobre emprego, renda, saúde, educação e segurança. A edição também aborda as eleições de 2018, a reforma política, a Operação Lava-Jato e os hábitos de consumo de notícias no Brasil, entre outros temas. A CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do país, entre os dias 13 a 16 de setembro. A pesquisa completa está disponível na página da CNT. Foto: Reprodução

Com as possibilidades de o ex-presidente Lula ser candidato a presidente cada vez menores, o PT trabalha com a hipótese de boicotar as eleições do ano que vem, de acordo com reportagem da BBC Brasil.

Nesse caso, além de não lançar um nome para disputar o mais alto cargo do País, nomes do partido também não disputariam cargos de senador ou deputado e se dedicariam a uma campanha internacional para denunciar o que chamam de rachadura na democracia.

“O que estamos denunciando é que o impedimento de Lula seria uma fraude nas eleições. (O boicote) é uma coisa que não está sendo oficialmente discutida ainda, mas vai caminhar para isso se ele for impedido de ser candidato. É um processo que não tem base jurídica”, afirmou à BBC Brasil a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann.

Lula já tem uma condenação em primeira instância no âmbito da Lava Jato. No processo, ele é acusado de receber um tríplex da OAS como forma de propina, o que nega. A situação do ex-presidente também se agravou depois do depoimento do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

Se a sentença for confirmada em segunda instância, a candidatura do líder petista fica barrada pela Lei da Ficha Limpa. No entanto, de acordo com a BBC, ainda não há consenso dentro do partido. Enquanto alguns defendem que essa seria uma saída honrosa para o partido, outros enxergam a postura como arrogância. Yahoo - Foto: Reprodução/Youtube

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin rejeitou, nesta terça-feira (19), solicitação da defesa do presidente Michel Temer (PMDB) para mandar a denúncia contra o peemedebista de volta para a PGR (Procuradoria-Geral da República). Temer é suspeito de ter praticado os crimes de organização criminosa e obstrução de justiça.

O pedido foi feito porque, segundo os advogados do peemedebista, constavam da denúncia supostos crimes cometidos antes do início do mandato e investigados com base na delação premiada de executivos do grupo J&F, que pode ser invalidada pela Corte.

Segundo o ministro, o julgamento da Questão de Ordem já foi iniciado, inclusive com a sustentação oral do advogado do presidente, e consta da pauta da sessão desta quarta-feira (20) do Pleno do STF. “A matéria, diversamente do que consta do pedido, já está sob julgamento do Tribunal Pleno. Portanto, nada a deferir”, concluiu. Foto: Reprodução/AFP

"Ninguém está acima ou abaixo da lei", disse a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, na cerimônia de posse, na presença do presidente Michel Temer (PMDB) e da presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia. Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, também esteve na posse.

O antecessor de Dodge, Rodrigo Janot, não compareceu ao evento de transmissão de cargo. A nova procuradora-geral da República fez uma breve referência a Janot e evitou elogios. Ela disse também que o Ministério Público zela pelo respeito às minorias. Ela citou a Constituição de 1988 e a importância da liberdade de expressão. "Todos são iguais e todos são livres".

Raquel Elias Ferreira Dodge é subprocuradora-geral da República e atua no Superior Tribunal de Justiça em matéria criminal desde 2008. É membro do Ministério Público Federal desde 1987. Integra a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão, que trata de assuntos relacionados ao Consumidor e à Ordem Econômica. É membro do Conselho Superior do Ministério Público pelo terceiro biênio consecutivo. Foi coordenadora da Câmara Criminal do MPF, membro da 6ª Câmara (povos indígenas), procuradora federal dos Direitos do Cidadão adjunta. Foto: Fotos Públicas

O ex-ministro Antonio Palocci afirmou, durante a proposta de delação premiada que negocia com a força-tarefa da Lava Jato, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usava recursos doados ao Instituto Lula para custear despesas pessoais e de seus familiares.

De acordo com reportagem publicada pela revista "Veja", Palocci afirma que o Instituto Lula tinha uma contabilidade paralela para encobrir o desvio das doações. Caso o acordo de delação seja fechado, o ex-ministro vai contar sobre as entregas de dinheiro que teria feito a Lula.

Ainda segundo a publicação, quem administrava o caixa clandestino era o presidente do instituto, o petista Paulo Okamotto. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa de Lula ainda não se manifestou. Em reunião, os advogados de Palocci também não comentaram o assunto. Foto: Reprodução

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou há pouco ao Supremo Tribunal Federal (STF) nova denúncia contra o presidente Michel Temer. Nesta segunda denúncia, Janot acusa o presidente dos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. De acordo com o procurador, Temer e parlamentares do PMDB, que também constam na denúncia, participaram de um suposto esquema de corrupção envolvendo integrantes do partido na Câmara dos Deputados com objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública.

Na acusação sobre obstrução de Justiça, Janot sustenta que Temer atuou para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações e que teria sido o operador do suposto esquema. A suposta interferência teria ocorrido por meio dos empresários da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, que também são acusados do mesmo crime.

Imunidade

Joesley e Saud foram incluídos na acusação de obstrução porque perderam hoje (14) a imunidade penal após o procurador concluir que os acusados omitiram informações da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante o processo de assinatura do acordo de delação premiada. Durante a investigação, a defesa de Temer questionou os benefícios concedidos a Joesley Batista pela PGR no acordo de delação.

Tramitação

Com a chegada da denúncia ao STF, a Câmara dos Deputados precisará fazer outra votação para decidir sobre a autorização prévia para o prosseguimento do processo na Suprema Corte. O Supremo não poderá analisar a questão antes de uma decisão prévia da Câmara. De acordo com a Constituição, a denúncia apresentada contra Temer somente poderá ser analisada após a aceitação de 342 deputados, o equivalente a dois terços do número de deputados. EBC- Foto: Reprodução

No expediente desta quarta-feira (13), a juíza titular da 176ª Zona Eleitoral de Barra do Mendes, Marina Lemos de Oliveira, cassou os mandatos dos prefeitos Armênio Sodré Nunes (Barra do Mendes), conhecido como Galego, e Demóstenes de Sousa Barreto Filho (Ibipeba). Além disso, os vices das respectivas cidades, Erick Gilliard Bastos e Otaniel Pereira da Cruz, também tiveram os diplomas das eleições 2016 cassados pela mesma juíza. Em Barra do Mendes, onde o prefeito foi reeleito, pesam as acusações de “abuso de autoridade e abuso de poder político”. Os autos, segundo apuração do Sertão Baiano, foram enviados ao Ministério Público “para as providências”.

No caso específico de Ibipeba, a situação “salta aos olhos” em função do grande número de irregularidades apontadas no processo com base na lei eleitoral 9504/97, que versa sobre arrecadação e gastos de campanha: transações ilícitas, ausência de prestação de contas, gastos em período vedado, gastos com transporte de eleitores, ilícitos com eventos festivos, distribuição de bebidas alcoólicas, ocultação com carros de som, ocultação com filmagens e etc. Tanto em Barra do Mendes quanto em Ibipeba, o que torna o fato inédito na Região de Irecê, a juíza Marina Lemos de Oliveira ordena a realização de novas eleições para os cargos de prefeito e vice e ainda aplica a “sanção de inelegibilidade” nos réus, o que (em teoria) os impede de disputar os novos pleitos.

Apesar da clareza, contundência e embasamento das decisões da magistrada, consultado pela reportagem do Sertão Baiano, o advogado Alex Vinícius Novaes Machado não acredita na realização de novas eleições “devido às alterações na legislação eleitoral introduzidas pela Lei 13.165/2015 que alterou os efeitos dos recursos em casos como esses”. “A interposição do recurso pelas defesas já garante efeito suspensivo, assegurando assim que os atuais gestores permaneçam nos cargos até o julgamento do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA)”, assevera o especialista. De qualquer forma, nesta quinta-feira, 13 de setembro de 2017, Barra do Mendes e Ibipeba amanhecem num total clima de instabilidade política e administrativa. Fonte: Sertão Baiano.

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em primeira instância, pediu para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não chamasse a procuradora Isabel Cristina Groba Vieira, do MPF (Ministério Público Federal), de "querida".

"Eu não percebi isso de maneira tão clara. Sei que o ex-presidente não tem nenhuma intenção negativa em utilizar esse termo 'querida', mas peço que não utilize. Pode chamar de 'doutora', 'senhora procuradora'. Perfeito?", retrucou o juiz Sérgio Moro

O pedido do magistrado a Lula foi feito após a própria Isabel solicitar que o petista não utilizasse o termo ao se referir a ela. "Pediria que o senhor ex-presidente se referisse ao membro do Ministério Público pelo tratamento protocolar devido", disse.

O ex-presidente e o magistrado ficaram frente a frente pela segunda vez nesta quarta-feira (13). Na ação, Lula é acusado pelo MFP (Ministério Público Federal) de praticar os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Foto: Reprodução/JFPR

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Curitiba na noite de terça-feira (12), de carro, para prestar o segundo depoimento ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância.  Segundo o ex-ministro Gilberto Carvalho, Lula chegou "bem" e está hospedado na casa de um amigo. Auxiliares do petista divergem sobre o motivo pelo qual o ex-presidente descartou a viagem de avião. Segundo alguns, foi devido ao alto custo de aluguel de um jato particular.

Já o ex-ministro Alexandre Padilha, vice-presidente do PT, disse que foi por uma questão de comodidade. "Foi opção dele para não ter que fixar horário. Outro dia Lula foi ao Rio de carro e gostou. Assim viaja mais discreto", disse Padilha. O depoimento, desta vez, faz parte da ação penal na qual Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro supostamente por ter recebido recursos da Odebrecht para a compra de um terreno destinado a abrigar a sede do Instituto Lula em São Paulo e de um apartamento vizinho ao do petista em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Estadão - Foto: Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), no Distrito Federal, por corrupção na venda da Medida Provisória 471/2009, que prorrogou benefícios fiscais a montadoras de veículos. Além de Lula, Gilberto Carvalho também foi denunciado. A denúncia é um desdobramento da Operação Zelotes.

Segundo o MPF, Lula e Carvalho receberam R$ 6 milhões para a campanha petista em 2010. Também foram denunciados os lobistas Mauro Marcondes e Alexandre Paes dos Santos, o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono da Caoa, Paulo Arantes Ferraz, presidente da Mitsubishi, e o advogado José Ricardo da Silva, que atuava no Carf. Foto: Fotos Públicas

A Policia Federal concluiu nesta segunda-feira (11) o inquérito que apura se integrantes do PMDB da Câmara formaram uma organização criminosa para desviar recursos de órgãos públicos. O relatório com as conclusões do inquérito foi enviado para o Supremo Tribunal Federal porque entre os apontados como responsáveis estão políticos com foro privilegiado no STF.

De acordo com o relatório da PF, os investigadores encontraram indícios de formação de organização criminosa que envolvem o presidente Michel Temer, os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, todos do PMDB.

O Supremo Tribunal Federal enviará o inquérito para a Procuradoria Geral da República, que, se concordar com os argumentos da PF, apresentará denúncia contra os envolvidos ao STF. Na última sexta-feira, a PGR apresentou denúncia ao Supremo contra integrantes do PMDB no Senado.

Segundo a PF, "o grupo mantinha estrutura organizacional com o objetivo de obter direta e indiretamente vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta". A PF atribui ao grupo a prática de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e evasão de divisas, entre outros crimes.

Temer

Entre os depoimentos analisados pela PF estão o do operador Lúcio Funaro, que teve a delação premiada homologada pelo STF. Funaro disse aos investigadores, por exemplo, que Temer o pediu que repassasse para campanhas comissões obtidas por negócios feitos na Caixa. Funaro também relatou que o presidente interveio para defender interesses de grupos privados aliados durante a tramitação da MP dos Portos.

Segundo a Polícia Federal, Temer e o ex-deputado Eduardo Cunha tinham hierarquia semelhante no grupo, mas o presidente tinha "a função de conferir oficialidade aos atos que viabilizam as tratativas acertadas por Eduardo Cunha, dando aparente legalidade e legitimidade em atos que interessam ao grupo." G1 - Foto: Reprodução

O proprietário do apartamento em que a Polícia Federal (PF) encontrou R$ 51 milhões atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, confirmou à Polícia Federal (PF) o empréstimo do imóvel a Geddel. O depoimento foi prestado, após intimação para depor, na sede da PF, na capital baiana.

A confirmação foi dada pelo Superintendente da Polícia Federal na Bahia, Daniel Madruga. Segundo o delegado, Silveira teria emprestado o apartamento – localizado no bairro da Graça, em Salvador – a Geddel, para que guardasse os pertences do pai, que morreu no ano passado. Conforme relatou Madruga, Silveira disse não saber da real intenção do ex-ministro quando solicitou o empréstimo do apartamento.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima voltou a ser preso, na manhã desta sexta-feira (8), em Salvador, três dias após a Polícia Federal encontrar mais de R$ 51 milhões, atribuídos a ele, em um apartamento. Duas viaturas da PF estiveram no condomínio residencial onde Geddel cumpria prisão domiciliar, no Bairro da Barra, região nobre da capital baiana. A prisão ocorreu pouco antes das 7h.



O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi encaminhado para o Aeroporto de Salvador, de onde viaja a Brasília e ficará à disposição da Justiça. O Ministério Público Federal (MPF) faz parte da força-tarefa denominada Greenfield, que cumpre dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. Todos ocorrem em Salvador e fazem parte de mais uma fase da Operação Cui Bono, que investiga desvios de recursos em vice-presidências na Caixa Econômica Federal. O MPF não detalhou os nomes e endereços dos mandados.

O pedido de prisão de Geddel argumenta a necessidade de medidas para evitar “a destruição de elementos de provas imprescindíveis à elucidação dos fatos”. Após a solicitação, o juiz federal Wallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, autorizou o cumprimento dos mandados, para recolher provas de crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Foto: Divulgação/PF

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