Cidadão do Povo
Mauricio Dias

O presidente do Conselho de Ética do Senado, senador João Alberto (PMDB-MA), determinou nesta terça-feira (24) o arquivamento do pedido de abertura de procedimento disciplinar contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). A decisão seguiu parecer da Advocacia-Geral do Senado.

O pedido de investigação no conselho foi protocolado pelo PT em 28 de setembro para que o colegiado avaliasse se o senador havia quebrado o decoro parlamentar. A alegação do partido se baseou na denúncia apresentada pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, segundo qual Aécio teria recebido R$ 2 milhões não-declarados.

No entanto, segundo o parecer da Advocacia-Geral do Senado, a “representação do PT é no máximo uma versão atualizada da representação do PSOL e da Rede” contra Aécio, que já havia sido arquivada pelo conselho em julho. “Tanto é que reproduz ipsis litteris, um trecho da peça precursora”, segundo o órgão do Senado.

Senadores do Conselho de Ética podem apresentar recurso para tentar reverter o arquivamento. Em julho, o presidente do Conselho de Ética decidiu não aceitar o pedido feito pela Rede e pelo PSOL. Após recurso, o caso foi a votação no colegiado, que confirmou o arquivamento com 11 votos favoráveis e quatro contrários. AB - Foto: Reprodução

Após reunião entre a Diretoria Executiva, Conselho Fiscal e Consultivo da UPB – Presidentes de Associações e Presidentes dos Consórcios, na quinta-feira (19), ficou decidido que os prefeitos baianos realizarão uma grande mobilização na próxima quinta-feira (26) – as prefeituras do estado fecharão as portas, mas os serviços essenciais serão mantidos.

A paralisação acontecerá o Movimento Pró-Município, na qual os prefeitos sairão da sede da UPB, às 8h, caminhando em direção a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia para uma audiência pública. O movimento, que também acontece em todos os estados do Brasil, tem apoio da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).



O Movimento Pró-Município tem como principal objetivo chamar a atenção dos poderes estadual e federal para a grande crise financeira, que assola as prefeituras. “Agora é a hora. Vamos sair às 8h da manhã, da porta da UPB. Contamos com a adesão de todos. Esse é um movimento dos municípios. Tenho certeza que sairá resultado desta ação”, convocou o presidente da UPB e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro.

Logo após a marcha, na quinta-feira, dia 26, acontece uma audiência pública com a pauta municipalista. Serão convidados os 39 Deputados Federais da Bahia e os três senadores do Estado: Lídice da Mata, Otto Alencar e Roberto Muniz.

Questões prioritárias foram definidas pelos gestores. Na pauta estadual estão os repasses em atraso da saúde, transporte escolar e assistência social; divisão dos royalties do petróleo com os municípios; implementação da Lei de Incentivo à Cultura no interior da Bahia e a revisão do cálculo do IPVA. Na pauta federal a redução de quase 100% no orçamento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que atinge diretamente os CRAS e CREAS. *Fonte: UPB

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir hoje (24) sobre a extradição do ex-ativista Cesare Battisti para a Itália. O caso voltou à tona no início do mês, quando Battisti foi preso e indiciado pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Ele foi detido em Corumbá (MS), quando tentava atravessar a fronteira com a Bolívia com euros e dólares não declarados, mas ganhou o direito de aguardar o desfecho do processo em liberdade.

No dia 13 de outubro, o ministro relator do caso, Luiz Fux, atendeu a pedido feito pelos advogados do italiano e decidiu suspender eventual decisão do governo brasileiro para extraditar Battisti até a decisão final da Corte. Também fazem parte do colegiado os ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Alexandre de Moraes. O ministro Luís Roberto Barroso atuou como advogado de Battisti em 2009, quando o STF julgou o caso pela primeira vez, e deverá ficar impedido de julgar o italiano.

Em parecer enviado ontem (23) ao STF, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu que o ato de Lula que garantiu a permanência de Battisti pode ser revisto. No entendimento da AGU, a última palavra sobre a questão é do presidente Michel Temer. Durante o julgamento, a defesa do Cesare Battisti deverá sustentar que ele não pode ser expulso do país porque tem um filho brasileiro, fato que impediria a entrega à Itália, de acordo com a jurisprudência do STF. Fonte: AB-Foto: Reprodução/Twitter

O relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de (Inquérito) da Previdência, instalada pelo Senado, concluiu que as empresas privadas devem R$ 450 bilhões à Previdência Social. O senador Hélio José (Pros-DF), relator da CPI,  apresentou ontem (23) o balanço da CPI e afirmou que a Previdência Social não é deficitária. A data de votação do texto ainda vai ser definida pelo presidente da comissão de inquérito, Paulo Paim (PT-RS), que deu mais prazo para análise dos parlamentares (vista coletiva).

Paim garantiu que a CPI vai encerrar seu trabalho dentro do prazo inicialmente previsto, que é 6 de novembro. Uma das propostas do relatório é aumentar para R$ 9.370 o teto dos benefícios do INSS, que atualmente é de R$ 5.531,31. O texto de 253 páginas aponta erros na proposta de reforma apresentada pelo governo; sugere emendas à Constituição e projetos de lei; além de indicar uma série de providências a serem tomadas para o equilíbrio do sistema previdenciário brasileiro, como mecanismos de combate às fraudes, mais rigor na cobrança dos grandes devedores e o fim do desvio de recursos para outros setores.

O relatório alega haver inconsistência de dados e de informações anunciadas pelo Poder Executivo, que "desenham um futuro aterrorizante e totalmente inverossímil”, com o intuito de acabar com a previdência pública e criar um campo para atuação das empresas privadas. R7 e Ag. Senado - Foto: Fotos Públicas

Desde as eleições de 2016, moradores de 43 municípios brasileiros precisaram retornar às urnas porque os vencedores do pleito anterior tiveram seus registros de candidatura ou diplomas anulados pela Justiça Eleitoral – média de um prefeito cassado por semana por problemas como ficha limpa, abuso de poder econômico e político, compra de voto e propaganda eleitoral irregular.

Levantamento feito pelo jornal O Globo, com dados fornecidos pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) de 26 estados, mostra que há mais de 300 cidades sendo governadas em meio a uma guerra travada no Judiciário.

De todos os estados, segundo a reportagem, São Paulo é o que tem o maior número de chances de ter novas eleições: mais de 10% dos 645 municípios estão com eleições questionadas na Justiça. Ao todo, 74 prefeitos — muitos respondendo a mais de um processo. O próprio tribunal faz monitoramento de risco de cassação, em que classifica cidades com maiores chances de passar por uma nova votação. YN - Foto: Reprodução

A influência do eleitorado evangélico pode reduzir a margem de conforto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial e ampliar a vantagem do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) e de Marina Silva (Rede), de acordo com pesquisa do instituto Datafolha realizada no final de setembro. Ele obtém ao menos 35% das intenções de voto no panorama geral dos cenários, mas vai a 29% em uma simulação só com evangélicos em sondagem estimulada (quando são exibidos cartões com nomes de candidatos.

Católicos ainda são a maioria no país, mas o número vem diminuindo – de 90% nos anos 1980, passaram a 52%. Os evangélicos representam a segunda maior parcela, com 32%. No primeiro quadro, sem Ciro Gomes (PDT) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Lula lidera com 36% (32% se considerando só os evangélicos), seguido de Bolsonaro com 16% (subindo para 21% entre os evangélicos) e de Marina, que tem 14% na parcela geral e 17% entre os evangélicos. No cenário 2, sem o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) e sem Ciro, Lula obtém 35% (geral) e 29% (evangélicos). Bolsonaro melhora o desempenho, com 17% (geral) e 22% (evangélicos); e Marina fica com 13% e 17%.

No cenário 3, sem Lula e Alckmin, Marina lidera com 23% (27% entre evangélicos), seguida por Bolsonaro, com 18% (23% entre evangélicos). João Doria obtém 10% (9% no meio evangélico), quase a mesma pontuação que Ciro (10%;8%). Nesta consulta, que entrevistou 2.772 pessoas em 194 cidades, entre os dias 27 e 28 de setembro; Lula tem a maior rejeição: 42% no total, 46% se considerados somente evangélicos. Bolsonaro é rejeitado por 33% do eleitorado, mas menos rechaçado entre evangélicos (27%). O mesmo acontece com Marina (26%; 21%). BN - Foto: Reprodução

O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) disse em depoimento à Polícia Federal (PF), em julho deste ano, que partiu do presidente Michel Temer (PMDB), então vice-presidente do país, a indicação dele para o cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica. Segundo Geddel, ele assumiu o cargo por uma indicação da presidência do partido, na época ocupada pelo atual presidente da República. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Geddel negou qualquer participação dos então deputados federais Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, ambos do PMDB, na indicação.

O peemedebista também disse que não enviou seu assessor Gustavo Ferraz para buscar remessas de dinheiro com Altair Alves Pinto, assessor de Eduardo Cunha. Ferraz foi preso em setembro, junto com o ex-ministro, após a descoberta de um bunker com R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador. O aliado de Geddel foi solto após determinação expedida na quinta-feira (19) pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O depoimento ocorreu em 20 de julho, uma semana depois o Tribunal Regional Federal (TRF) autorizar o ex-ministro a deixar a Penitenciária da Papuda para cumprir prisão domiciliar.

Nesta quinta-feira (19), o secretário de gabinete do governador Rui Costa, Cícero Monteiro, juntamente com o Secretário Estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, Cássio Peixoto, assinaram ordem de serviço, para a retomada da obra de esgotamento sanitário de Jacobina. Cássio Peixoto, falou que Cícero Monteiro é um maestro como chefe de gabinete do governador, atendendo todas as reivindicações das secretarias. Segundo Cássio, a obra orçada em R$ 67 milhões, está com mais de 50% pronta e que agora com mais um aporte de R$ 37 milhões, a obra será concluída.

O prefeito Luciano Pinheiro falou sobre a importância da conclusão da obra e disse que pretende fazer uma gestão participativa. "Nos últimos dias estou tendo o prazer de me aproximar mais do governador Rui Costa, com a reabertura do Hospital Regional e isso mexe com o povo de Jacobina. Estou dento o prazer de governar a minha cidade, de viver cada dia pensando no melhor. Leve Cícero o meu abraço ao governador Rui Costa e quero que ele esteja vindo sempre aqui, trazendo novidades".



Cícero Monteiro disse que o Estado é muito grande, 417 municípios, mas, que o desejo é está trazendo sempre novidades para Jacobina, onde construiu um grande ciclo de amizade. Cícero disse que o tratamento do governador Rui Costa com o prefeito Luciano Pinheiro não poderia ser diferente, pois o projeto é servir o povo e que a bandeira partidária tem que ser esquecida. Fonte: Augusto Urgente

"Se o Lula for candidato, imediatamente se passionaliza o ambiente. Ódios, rancores, violência — e o País não vai ter um minuto para discutir o seu futuro." Assim pensa o presidenciável Ciro Gomes, ex-governador do Ceará, sobre uma possível candidatura do ex-presidente Lula para a presidência em 2018. Ele vai além: "entendo que a candidatura dele é um desserviço a ele e ao País".

Em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada nesta segunda-feira (16), Ciro se coloca como pré-candidato do PDT e como um dos nomes capazes de unir o campo progressista no Brasil. Confessa, no entanto, que precisa da força de Lula para consegui-lo.

"Acredito que ele é capaz de poder fazer isso. De, absolvido, liderando pesquisa, entender, sem qualquer tipo de constrangimento que ele deveria convocar um grande debate que unificasse as forças progressistas do País", afirma.

Mas Ciro não se considera um candidato de esquerda; ele se põe mais ao centro e admite respeitar o agronegócio, um dos setores mais criticados pela esquerda mais radical. "A esquerda tem uma crítica azeda ao agronegócio. Eu respeito profundamente o agronegócio. [...] Eles, sob o ponto de vista de contas, estão pagando a conta do Brasil, há anos", declara. Para viabilizar sua candidatura, o PDT tem mobilizado candidatos ao Senado e a governos em alguns estados. E Ciro quer uma aliança de seu partido com o PSB. Yahoo - Foto: Reprodução/Youtube

O presidente Michel Temer mobilizou-se para devolver ao senador Aécio Neves (PSDB) o mandato dele, a liberdade noturna e o passaporte. Segundo o colunista Josias de Souza, para virar votos no plenário do Senado, Temer autorizou seus operadores políticos a acenar com a liberação de R$ 200 milhões em emendas orçamentárias. Aécio precisava de pelo menos 41 votos, e teve 44. Nenhum senador baiano votou a favor do tucano.

O colunista detalha que os três apoios excedentes vieram da bancada do Mato Grosso do Sul: Simone Tebet e Waldemir Moka, ambos do PMDB; e Pedro Chaves, do PSC. Em privado, diziam que votariam contra Aécio. Após o aceno orçamentário, votaram a favor.

O senador Romero Jucá, presidente do PMDB e líder do governo, avisara que não daria as caras no plenário na terça-feira, mas Temer estimulou-o a comparecer. Presidente do Conselho de Ética, o senador João Alberto, estava com uma cirurgia agendada para o horário da votação, desmarcou.

O senador Paulo Bauer, líder do PSDB, estava no hospital. Na oportunidade, Renan Calheiros (PMDB) ponderou: “É fundamental fazermos um apelo ao senador Paulo Bauer, para que ele faça um esforço a mais e venha. Afinal, o João Alberto cancelou uma cirurgia. E o Romero Jucá teve arrancada metade das tripas e está aqui. Firme”.

Agora, após a ajuda, o colunista revela que Temer quer receber sua retribuição na Câmara, onde tramita a segunda denúncia da Procuradoria contra ele. Aécio já ajudara a organizar o enterro da primeira denúncia.*Texto do Blog Bocão News - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Senado votou nesta terça-feira (17) sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e decidiu que o senador tucano poderá retornar às funções. No total, 44 senadores votaram "não" e 26 votaram "sim". O presidente da Casa, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) se absteve da votação, que teve quórum total de 71 parlamentares. Os outros dez senadores, em sua maioria, estavam em missões oficiais fora do País ou de licença-médica.

Antes da votação, Eunício orientou que o voto “sim” manteria a decisão da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), que afastou Aécio das funções parlamentares e determinou seu recolhimento noturno (uma medida cautelar). Os votos “não” derrubariam as medidas cautelares do Supremo contra Aécio. Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, a votação foi de forma aberta e nominal.  Do R7 - Foto: Pedro França/Agência Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje (17), por meio de decisão liminar, que a votação sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja realizada de forma aberta e nominal pelo plenário do Senado.

Moraes acolheu os argumentos do senador Randolphe Rodrigues (Rede-AP), que ingressou ontem (16) com um mandado de segurança no Supremo para garantir a votação aberta, após o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), ter sinalizado a discussão com líderes partidários de uma possível votação secreta.

Rodrigues argumentou que o artigo 53 da Constituição foi modificado por uma emenda em 2001, após a qual ficou expressamente decidido que a votação sobre afastamento de parlamentar deveria se dar de forma aberta.

“Diferentemente do eleitor, que necessita do sigilo de seu voto como garantia de liberdade na escolha de seus representantes, sem possibilidade de pressões anteriores ou posteriores ao pleito eleitoral, os deputados e senadores são mandatários do povo e devem observar total transparência em sua atuação”, escreveu Moraes na decisão desta terça-feira. Foto: Reprodução/Amaerj

O prefeito de Jacobina, Luciano Antônio Pinheiro comemorou na manhã desta segunda-feira (16) o sucesso da Micareta da cidade, fazendo um balanço extremamente positivo da festa, levando em consideração todos os fatores complexos para um evento desse porte, sobretudo o desafio de remontar o espaço deixado na agenda da cidade nos últimos três anos, tempo em que a festa momesca estava inativa. "Não foi a Micareta que gostaríamos de realizar, mas foi a Micareta que, com muita disposição e determinação, foi possível fazer", disse.

O gestor enfatizou as parcerias para a construção da Micareta. "É lógico que um evento desse porte não seria possível sem as parcerias, a exemplo dos servidores municipais, dos organismos de segurança pública do Estado, do comércio local, dos artistas da nossa região, da imprensa, dos prestadores de serviços e acima de tudo da população, que compreendeu os espírito da festa e veio para as ruas se divertir com a paz peculiar à nossa gente. Recebemos bem os visitantes, que saíram daqui satisfeitos com o calor humano do jacobinense. Vamos, agora, corrigir possíveis falhas e deficiências para que a próxima Micareta seja ainda melhor, pois sabemos que estamos suscetíveis a falhas e equívocos, mas com muita humildade vamos acolher as críticas e sugestões do povo. Estão todos de parabéns!!", concluiu. Foto: Divulgação/PMJ

O deputado estadual Odacy Amorim (PT), parece que cansou de apelar para governos e demais instituições como o Ministério Público, entre outros órgãos governamentais, para sua campanha de retirada de jumentos nas estradas do Sertão do estado, ação que ele mantém há quatro anos, agora criou nova medida paliativa: sinalizadores que serão colocados nos jumentos para alertarem motoristas que transitam pelas rodovias do Sertão pernambucano.

O deputado disse que resolveu criar o dispositivo, após várias tentativas de busca de apoio para custear o Parque Ecológico de Proteção aos Jumentos. A estrutura localizada em Lagoa Grande, no sertão do São Francisco, abriga os jumentos que são retirados das pistas, evitando mortes de pessoas e animais no trânsito rodoviário sertanejo. Entretanto, o deputado mantém o parque sozinho, sem ajuda institucional ou governamental e a capacidade do lugar já não suporta mais animais, restando agora o paliativo os sinalizadores.

“Esse nosso trabalho é bonito e importante, mas que infelizmente não encontrou apoio por parte dos governos municipais, nem tampouco do governo estadual e federal. Diante das dificuldades e da impossibilidade de retirada de todos os bichos das estradas, criamos um mecanismo que permite a identificação dos animais nas BRs ainda numa distância segura, havendo tempo para que o condutor evite a colisão e possa preservar a vida humana e também a animal. Trata-se de uma medida paliativa, mas que vem para ajudar a diminuir ainda mais, a curto prazo, as ocorrências”, justificou Odacy.

Dados da Polícia Rodoviária Federal no estado, apontam que com a retirada de parte dos jumentos para serem abrigados no Parque Ecológico fundado pelo parlamentar, houve uma redução de quase 90% de acidentes nos últimos três anos que seriam provocados pelos jumentos nas rodovias federais que cortam o Sertão do estado. Fonte: Beira Rio Notícias

O Senado aprovou, na terça-feira (10), Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, projeto que altera a Lei Maria da Penha, a fim de permitir ao delegado de polícia conceder medidas protetivas de urgência às mulheres que sofreram violência e a seus dependentes, uma prerrogativa que hoje é exclusiva dos juízes. A medida foi votada simbolicamente na Casa e anunciada como positiva, mas integrantes do Ministério Público, Defensores Públicos Gerais e organizações feministas criticam as mudanças. Elas pedem que o presidente Michel Temer vete a proposta.

O projeto determina que a concessão de medidas pelo delegado só será admitida em caso de risco real ou iminente à vida ou à integridade física e psicológica da mulher e de seus dependentes. A autoridade policial deverá comunicar a decisão ao juiz e também consultar o Ministério Público em até 24 horas, de acordo com a proposta, para definir pela manutenção da decisão. Entre as medidas que podem ser aplicadas em caso de violência, estão a proibição de o agressor manter contato ou se aproximar da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, vetando-o de frequentar determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da agredida, e o encaminhamento da mulher à rede de apoio às vítimas de violência.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, pelo menos 154 ações são movidas na Justiça por 194 médicos de Cuba que vieram ao Brasil pelo programa Mais Médicos e que agora pedem para permanecer no país e receber o valor integral do salário que, pelo acordo estabelecido no programa, era transferido ao governo de seu país natal e repassado apenas parcialmente aos profissionais. As ações na Justiça são contra a Organização Panamericana de Saúde (Opas), intermediária do convênio, a União Federal e/ou o governo de Cuba.

O advogado André Santana Correa, que com dois sócios representa parte dos médicos em ações na Justiça Federal do Distrito Federal, diz que os cubanos alegam falta de igualdade de condições em relação aos brasileiros e estrangeiros, como os argentinos, ao não conseguir renovar por mais três anos a participação no programa. O portal G1 teve acesso a dois processos em que o juiz decide a favor dos médicos, exigindo o restabelecimento no Mais Médicos e a continuidade do visto no Brasil.

O Ministério da Saúde informa que parte dos médicos cubanos consegue renovação, mas que isso fica a critério do governo de Cuba. Afirma ainda que os "profissionais [de Cuba] mantêm o vínculo de trabalho com seu país de origem. Assim, os médicos cubanos, pela cooperação, estão em missão no país -- diferente dos demais participantes que entraram no programa por meio de uma seleção via edital, e cujo vínculo é direto com o Ministério da Saúde do Brasil". No acordo que trouxe os cubanos ao Brasil, ficou estabelecido que o governo brasileiro deve pagar os salários deles à Opas, que então os repassa ao governo de Cuba, que é responsável pelo contrato com os médicos.

Essa forma de pagamento é alvo de outro pedido nos processos movidos pelos cubanos. Eles querem o recebimento do valor integral pago pelo governo brasileiro. Desde o início do programa, o Ministério da Saúde transfere à Opas o valor de R$ 10.570, reajustado neste ano para R$ 11.520. Os profissionais cubanos então recebem cerca de R$ 3 mil -- o resto fica com o governo de Cuba. O critério de isonomia (igualdade de condições), de acordo com as ações, não é respeitado neste caso, já que os médicos estrangeiros de outras nacionalidades, sem estarem no acordo de cooperação, recebem o valor integral. O Ministério da Saúde afirma que isso é uma interlocução dos cubanos com o governo de seu país. Fonte: G1 - Foto: Divulgação

Com a possibilidade de uma condenação impedir sua candidatura em 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez, nesta segunda-feira (9), um discurso inflamado contra a Lava Jato, no qual disse saber que está "lascado", exigiu um pedido de desculpas do juiz Sergio Moro e afirmou que, mesmo fora da disputa pelo Planalto, será um cabo eleitoral expressivo para a sucessão de Michel Temer.

Segundo o petista, réu em sete ações penais, o objetivo de Moro é impedir sua candidatura no ano que vem, desidratando-o, inclusive, no apoio a um nome alternativo, como o do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), caso ele não possa concorrer à Presidência.

"Eu sei que tô lascado, todo dia tem um processo. Eu não quero nem que Moro me absolva, eu só quero que ele peça desculpas", disse Lula durante um seminário sobre educação em Brasília. "Eles [investigadores] chegam a dizer: 'Ah, se o Lula não for candidato, ele não vai ter força como cabo eleitoral'. Testem", completou o petista.

Para o ex-presidente, Moro usou "mentiras contadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público" para julgá-lo e condená-lo a nove anos e seis meses de prisão pelo caso do tríplex em Guarujá (SP). O ex-presidente disse ainda não ter "medo" dos investigadores que, de acordo com ele, estão acostumados a "mexer com deputados e senadores" que temem as apurações.

"Eu quero que eles saibam o seguinte: se eles estão acostumados a lidar com deputado que tem medo deles, a mexer com senadores que têm medo deles, quero dizer que tenho respeito profundo por quem me respeita, pelas leis que nós ajudamos a criar, mas não tenho respeito por quem não me respeita e eles não me respeitaram", afirmou o petista. Fonte: Folhapress - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Michel Temer concedeu a Ordem Nacional do Mérito à professora Heley Abreu Batista, de 43 anos, que ajudou no resgate das crianças que sobreviveram ao ataque a uma creche de Janaúba (MG) nesta semana. A honraria será concedida em homenagem ao ato de heroísmo da professora, que não sobreviveu às queimaduras e morreu ao tentar salvar os alunos.

Em nota, a Presidência da República informou que a honraria é concedida a pessoas que deram exemplos de dedicação ao país. "Este é o caso da professora Heley Batista, que sacrificou sua própria vida para salvar a vida de seus alunos, em um gesto de coragem e de heroísmo que emocionou a todos", diz a nota.

Na manhã da última quinta-feira (5), um vigia que trabalhava na creche Gente Inocente e estava de licença médica entrou no local e ateou fogo em crianças, professoras e nele mesmo. Até o momento, foram registradas dez mortes, oito delas crianças. Também morreram a professora Heley e o vigia que ateou fogo no local. Ainda há 25 vítimas internadas em hospitais de Janaúba, Montes Claros e Belo Horizonte. EBC - Foto: Reprodução/Facebook

Depois de passarem 17 dias parados, os funcionários dos Correios da Bahia decidiram em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (6). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos da Bahia (Sincotelba), a categoria resolveu aceitar a proposta oferecida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Entre os itens sugeridos pela Corte trabalhista, estão o reajuste de 2,07% (INPC) nos salários e benefícios, retroativo ao mês de agosto deste ano e a reedição de todas as cláusulas sociais. Ainda de acordo com o sindicato, as atividades serão retomado nesta segunda (9). BN - Foto: Reprodução

A Operação Lava Jato e seus desdobramentos colocam em xeque legislações aprovadas no Congresso Nacional durante os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. São 29 medidas provisórias com suspeita de terem sido elaboradas ou alteradas na conversão para lei por pressão de empresas mediante o pagamento de aproximadamente R$ 625,1 milhões em propina. Além das MPs, há três projetos de lei e dois decretos presidenciais, um deles de Michel Temer, citados nas investigações.

Em valores corrigidos, a soma é resultado de um levantamento feito pelo Estado com base nos acordos de delação premiada homologados pelo Supremo Tribunal Federal, nas denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República e nos relatórios produzidos pela Polícia Federal. O montante pode representar apenas uma parte da corrupção, uma vez que nem todos os pagamentos supostamente realizados a deputados e senadores estão discriminados e relacionados à votação acertada. R7- Foto: Agência Brasil

Abreu
Cafe beira rio